quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Droga retarda progressão do mal de Alzheimer

Postado Por: Turma 2001 MB  |  Em:

Mal de Alzheimer: pesquisas realizadas em animais



A descoberta dos primeiros genes possibilitou aos pesquisadores criar um modelo animal para a doença. Durante décadas, a pesquisa da doença do Mal de Alzheimer sofreu limitações porque apenas seres humanos a desenvolvem, e é difícil, e por vezes antiético, realizar pesquisas com humanos. Ao transferir os genes para camundongos, as placas de amilóides puderam ser agrupadas no cérebro dos animais, facilitando os experimentos – e acelerando as descobertas.
Por volta de 1997, algumas drogas foram surgindo – primeiro o Donepezil, depois a Rivastigmina e a Galantamina. Chamados de inibidores da colinesterase, aumentam a disponibilidade de acetilcolina, substância importante na transmissão dos impulsos nervosos. Mais recentemente, outro medicamento se tornou disponível: a Memantina. “Esses remédios melhoram os sintomas da doença, mas não a curam. Ela é uma doença crônico-degenerativa, que segue seu curso. As drogas, no entanto, retardam a progressão”, diz Senger. Depois de seis meses de tratamento, a doença pode ficar estável por um período que varia de seis meses a dois anos.
Duas décadas de pesquisas criaram um quadro da doença de Alzheimer chamado de “hipótese de cascata do amilóide”, que quer dizer mais ou menos isto: todos temos essa proteína no cérebro, normalmente liberada e descartada. Mas algum desencadeador, combinado com o envelhecimento, incita uma mudança – mutação genética, talvez, um vírus, traumatismo na cabeça ou lesão cerebral sutil causada por infarto ou AVC. De repente, uma quantidade excessiva de amilóide tóxica é produzida ou não é eliminada com rapidez suficiente. Isso acarreta acúmulo de placas amilóide nos neurônios. Uma alteração degenerativa da proteína tau também ocorre. Como resultado, o transporte de nutrientes é impedido, e as células nervosas morrem.
A princípio, a transmissão dos impulsos no cérebro é interrompida, prejudicando o armazenamento e a recuperação da memória – e, nesse estágio, medicamentos, como inibidores da colinesterase, podem ajudar. Conforme mais amilóides e proteínas tau degeneradas se depositam, mais neurônios morrem, o cérebro se torna inflamado, os tecidos atrofiam e, por fim, toda a rede neural pára de funcionar. O processo provavelmente leva anos para se desenvolver, começando muito antes de os sintomas aparecerem.
“Se conseguirmos interromper o acúmulo de amilóides poderemos parar a doença”, diz Bertolucci.

Remédios para o Mal de Alzheimer


Pesquisadores descobriram mais de 30 compostos diferentes que podem interromper, retardar ou impedir o acúmulo de placas amilóides em camundongos, ou ainda acelerar sua liberação.
“Não sabemos se algum deles fará o mesmo em seres humanos”, diz o Dr. Paul Fraser, professor de biofísica médica da Universidade de Toronto, que fez parte da equipe que anunciou um novo agente promissor em junho de 2006. Um composto chamado ciclohexanehexol, ou AZD-103, interrompeu o acúmulo de beta-amilóide em camundongos e reduziu os sintomas.
Os compostos estão na Fase I dos testes clínicos. Outros estão na Fase II. Nela, a eficácia do tratamento é testada em grupos de 100 a 300 pessoas. Depois, se ele ainda for promissor, avançará para ensaios clínicos de Fase III em até 3 mil pacientes com grupos de controle. Nem os pacientes nem os médicos pesquisadores terão conhecimento de quem estará recebendo o tratamento até o fim do estudo.
“Existem muitas drogas em fase de investigação, que, para se mostrarem úteis, necessitam de tempo de estudo. Uma medicação leva, em média, dez anos, desde o início da pesquisa até estar disponível na farmácia”, lembra o Dr. Senger.

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